quarta-feira, 3 de junho de 2015

Tenho vários apelidos: dor no joelho, dor de barriga, reumatismo, asma, sinusite, insonia, gripe, dor nas costas, câncer, depressão, enxaqueca, tosse, dor de garganta, diabetes, hemorroidas e por ai vai. Me ofereci como voluntário para o pior trabalho: ser quem da as noticias desagradáveis para as pessoas.
Obvio que você não entende, ninguém compreende. Você acredita que eu quero incomodar, arruinar os seus planos de vida, todo mundo pensa isso que quero fazer o mal, limitar vocês. E não é assim, isso seria um absurdo. Eu sou o sintoma e simplesmente estou tentando lhe falar de uma maneira que você entenda.
Me responda uma coisa. Você negociaria com bandidos batendo na porta da sua casa com uma flor na mão e vestindo uma camiseta com o símbolo da “paz” impresso nas costas? Não, certo?
Então, entenda que eu, o sintoma não posso ser insignificante porque preciso lhe passar uma mensagem. Você me chinga, me odeia, reclama de mim para todas as pessoas, reclama de minha presença no seu corpo mas não para um minuto para pensar e tentar entender o real motivo de minha presença em seu corpo.
Apenas escuto você dizer:  “vá embora”, “te odeio”, “maldita a hora que apareces-te”, e muitas frases que me tornam impotente para lhe fazer entender mas, devo me manter firme e constante, porque devo fazer com que entendas a mensagem.
E o que você faz? Tenta me calar com remédios, com sedativos, me implora para desaparecer com anti-inflamatórios, quer me apagar com quimioterapia. Tenta dia após dia acabar comigo. E me surpreendo de ver que às vezes, até prefere consultar "bruxas" para de forma “mágica” me fazer sumir do seu corpo. Quando minha única intenção é lhe passar uma mensagem, mesmo assim, você me ignora totalmente.
Imagine que sou a sirene do Titanic, tentando de mil maneiras avisar que tem um iceberg na frente e você vai bater com ele e afundar. Toco e toco durante horas, semanas, meses, durante anos, tentando salvar sua vida, e você reclama que não deixo você dormir, que não deixo você caminhar, que não deixo você trabalhar e ainda assim continua sem me ouvir.
Está entendendo?
Para você, eu o sintoma, sou “A doença”.
Que absurdo para já de confundir as coisas.
Você vai ao médico e paga por tantas consultas. Gasta um dinheiro que não tem em medicamentos para acabar comigo. Quando eu o sintoma sou o único alarme que está tentando lhe salvar?
A doença “é você”, é “o seu estilo de vida”, são “as suas emoções contidas”, isso que é a doença e nenhum médico aqui no planeta terra sabe como as combater, a única coisa que eles fazem é me atacar, combater o sintoma, me calar, me silenciar, me fazer desaparecer. Tornar-me invisível para você não me enxergar.
Entendo que deve estar incomodado por ler isso tendo como um “golpe na sua inteligência”, tudo bem se estiver se sentindo frustrado. De fato, isso faz parte do meu trabalho, não precisa se preocupar. A boa notícia é que depende de você não precisar mais de mim, depende totalmente de você analisar o que tento lhe dizer, o que tento prevenir.
Quando eu, “o sintoma” apareço na sua vida, não é para lhe cumprimentar, é para lhe avisar que uma emoção contida no seu corpo, deve ser analisada e resolvida para não ficar doente. Deveria se perguntar a si mesmo: “por que apareceu esse sintoma na minha vida”, “o que pretende me alertar”? O que devo mudar em mim?
Se você deixar essas perguntas apenas para sua mente, as respostas não vão levar você a lugar algum. Deve perguntar também ao seu inconsciente, ao seu coração, às suas emoções.
Por favor, quando eu aparecer no seu corpo, antes de procurar um médico para me adormecer, analise o que tento lhe dizer verdadeiramente, por uma vez na vida, gostaria que o meu excelente trabalho fosse reconhecido e, quanto mais rápido tomar consciência do porquê o meu aparecimento no seu corpo, mais rápido irei embora.
Aos poucos você vai descobrir que quanto melhor analisar, menos lhe visitarei. Garanto a você que chegará o dia que não me verá nem me sentirá mais. Conforme atingir esse equilíbrio e perfeição como “analisador” de sua vida, de suas emoções, de suas reações, de sua coerência, não precisará mais consultar um médico ou comprar remédios. Por favor, me deixe sem trabalho ou você acha que eu gosto do que eu faço?
Convido você para refletir sobre o motivo de minha visita, cada vez que eu apareça. Pare de me mostrar para os seus amigos e sua família como se eu fosse um troféu.
Estou cansado que você diga:
“Então, continuo com diabetes, sou diabético”.
“Não suporto mais a dor no joelho, não consigo caminhar”.
“Aqui estou eu, sempre com enxaqueca”.
Você acha que eu sou um tesouro do qual não pretende se desapegar jamais.
Meu trabalho é vergonhoso e você deveria sentir vergonha de tanto me elogiar na frente dos outros. Toda vez que isso acontece você na verdade, está dizendo: “Olhem que fraco sou, não consigo analisar, nem compreender o meu próprio corpo, as minhas emoções, não vivo coerentemente, reparem, reparem!”.
Por favor, tome consciência, reflita e faça alguma coisa.
Quanto antes o fizer, mais cedo partirei de sua vida!
Atenciosamente,
O sintoma.”

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Porque ser bonita de verdade vai além do exterior

Quando a gente amadurece de verdade passa a perceber de forma concreta e definitiva que a beleza interior é tão importante que deixa sem importância a aparência externa, a beleza interna acaba violentamente com a externa. A verdade com que a pessoa olha e sorri, a calma que nos passa em um dialogo, o interesse verdadeiro que demonstra ao conversar, a forma como respeita os outros mesmo até que não mereçam,  e até mesmo o jogo de cintura para lidar com as situações ou com "gente feia", sim porque a beleza exige muito mais que um rostinho de miss e corpinho de panicat, alias conheço muitas assim, Paloma Oliveira por fora mas definitivamente feia, porque maquiagem esconde muitas imperfeições mas quando vem de dentro, quando por dentro é horrível não adianta nem tentar esconder, mesmo até que demore um pouco quando se mostra até assusta. Claro que toda mulher gosta de se sentir bonita, de usar maquiagem se arruma e não tenho nada contra isso, mas sinceramente acho que as dicas de beleza deveriam ser:
- Experimente não constranger os outros ou não dizer coisas só para magoar.
- Espere e pense antes de falar, fale sobre assuntos agradáveis.
- Se não puder espalhar alegria e o amor fique em silêncio, não espalhe coisas feias.
Poderia ficar muito tempo escrevendo atitudes que tornam uma pessoa linda, mas não adianta, é preciso descobrir sozinho para ganhar o crescimento espiritual verdadeiro.
A verdade mesmo é que o bonito é quem a gente pode admirar, não sei se é assim que funciona com todo mundo, mas ultimamente tenho escolhido as pessoas que me cercam dessa forma: gente boa de coração, gente com energias boas, gente justa e grata, gente que me abra os olhos e me empurre pra frente. Outros tipos de beleza não me interessam, são apenas atributos provisórios. A feiura ou beleza é questão de tempo.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Pensando no amor, não exito em afirmar que ele se encontra nos detalhes. O amor está na tranquilidade que muitas vezes o outro nos traz apenas de estar ali, presente, mesmo que em um cômodo diferente da casa. Nem sempre é questão de cheiro e toque; ele está também no intocável, na cumplicidade invisível de um sentimento que não exige muitas palavras. Amar é também encontrar serenidade nos espaços e silêncios, é não precisar de provas diárias para lembrar-se de que se é totalmente amado e aceito e carregar a paz e a certeza de uma entrega mútua que não permite dúvidas, pois é sentida em todos os lugares.

O amor está na telepatia, no conhecer o outro tão bem a ponto de antecipar suas palavras e pensamentos e mesmo assim sempre surpreender-se com a magia que é conectar-se tão profundamente com alguém a ponto de pronunciar frases sincronizadas, de ouvir o outro falar alguma coisa e pensar “nossa, eu ia falar exatamente a mesma coisa”.

O amor está na falta, na saudade absurda que sentimos do sorriso torto, da textura de sua camiseta favorita, do cheiro do pescoço e do cabelo bagunçado. É se esquecer de propósito de todas essas coisas só para se apaixonar novamente por elas no reencontro. O amor é reencontro. É uma constante mistura dolorida e gostosa de uma saudade daquilo que, muitas vezes ainda nem aconteceu.

O amor está também não necessariamente no concordar, afinal, e, felizmente, sempre haverá discordâncias e opiniões diferentes. Um será mais “relax” e sempre irá atrasar mais um pouquinho as preocupações, enquanto o outro será mais atento, sofrerá mais por antecedência do que por reais consequências. Mas, muito antes de compreensão, o amor está no respeito, na sensibilidade de saber ouvir mesmo que ainda assim decida não concordar, não na necessidade de mudar para agradar ou adequar-se ao outro; mas na liberdade de mudar naturalmente, na tranquilidade de ser exatamente aquilo que se é.

O amor está em todos risos, seja tímido ou escandaloso; nos silêncios e também nos barulhos; nas pernas bambas e na força da união de dois corpos; no respirar tranquilo e também no não conseguir respirar; na coragem de incluir alguém nos seus planos, mesmo sabendo que amanhã já não seremos mais os mesmos e sem a minima garantia de que a pessoa ainda estará lá, mas está acima de tudo, exatamente nos milhões de detalhes que surgem em nossas mentes quando alguém nos faz aquela difícil pergunta: “o que é o amor?”