segunda-feira, 28 de julho de 2014

Se tu esquecer de pagar a conta de luz tivermos que se enxergar no escuro, eu posso viver de toque, passar as mãos em ti até reconhecer os teus detalhes, mapeando o teu corpo porque eu já sei ler cada palavrinha do que ele diz pra mim. Mesmo que você tenha chegado tarde do trabalho ou do jogo eu juro que vou tentar não gritar contigo.

Mesmo que eu fique gritando contra o seu jeito displicente, e te irritando porque eu realmente "não consigo falar baixo" ou enrolando pra levantar da cama ou pra dizer que te amo. 

Por ti eu dormiria na sala da nossa casa só pra te dar momentos de paz a sós pra ti perceber que eu faço falta. 

O problema é que a gente cai nessa rotina do dia a dia e esquece que ficou porque ama, porque sabia que ia ser assim, mas machuca. Machuca o outro porque é costume de toda essa gente machucar quem ama. 

É que a gente não trava a língua com quem ama, fala o bem e o mal. E eu não travo nada, sim eu deveria, mas não consigo,  eu deveria segurar as coisas, contar até dez e me lembrar que pra todo estresse do dia-a-dia, pra todo problema que surge, pra tudo de ruim que vier a acontecer, a gente tá junto.

Mesmo que a gente bata as portas com violência e diga umas grosserias as vezes, feitas pra machucar e arranhar o outro, eu te juro que eu não iria embora. E daria volta pedindo desculpas mesmo com todo esse meu jeito orgulhoso. Mesmo que algo parecesse acabar e surgir um buraco entre a gente jogando cada um pra um lado, fazendo com que você não quisesse mais ouvir minha voz ou dormir comigo, eu ficaria.

Mesmo que a gente trabalhe até tarde, deixe a torneira ligada e inunde toda nossa casa, que agente enfrente falta de dinheiro, mesmo que tudo pareça dar errado e a gente chegue num ponto em que não se suporte mais, ainda que isso acontecesse, eu iria lembrar do exato momento em que agente ficou juntos e dos momentos em que ficamos separados somente para ver o quanto eu preciso de ti do meu lado e agente iria fazer as pazes.

Mesmo com a falta, com a toalha molhada na cama, com os ciumes, com os berros, as crises, a TPM, nossos pais, nossas tias, meus amigos idiotas, suas amigas idiotas, a TV fora do ar, a falta de dinheiro, a falta de um carro próprio, a falta de atenção ou o prato na pia, as nossas manias irritantes, mesmo que falte até papel higiênico no banheiro e todas essas coisas que dão vontade de desistir da gente, eu não poderia, não suportaria nada longe de ti.

E mesmo que você me expulsasse ou fosse embora de mala e cuia e sem cobertor, eu te beijaria e te pediria pra dormir do meu lado, apagar a luz e te buscar no tato, desse meu modo todo romântico e atrapalhado, ultrapassado e grudento de dizer que mesmo que acontecesse tudo isso, eu ainda vou te amar amanhã de manhã.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Sempre que eu te beijo um filme passa na minha cabeça. Engraçado como o passado, presente e o futuro se confundem em mim nessa hora. Admito que, em determinadas circunstâncias, perco totalmente o foco. Fico com a língua na tua ali, mas viajando aqui. Vou de encontro ao garoto que fazia tudo pra me ver sorrir e, de repente, estou de mãos dadas com o homem que luta, batalha, sonha e conquista todos os dias comigo. Ao mesmo tempo ainda consigo pensar e imaginar como será daqui a alguns anos.
São tantos flashes que o momento presente some. Estranho, né? E num tufão de emoções logo estou de volta aos teus braços, presa pelos seus dedos e com minhas mãos no teu pescoço, ou na cintura, ou seja em que parte for, mas em ti, confundindo o teu gosto de menta com o perfume que passou de manhã ou o meu spray e cremes de cabelo, mas que ainda não saiu. Meu olfato e paladar se perdem. Apenas atestam que estou sentindo você.
Admito que abro o olho em certos momentos. Pode ser um tipo de reflexo pra ver se você ainda está ali ou se é uma miragem produzida por algum efeito que o gostar e o querer fazem com meu cérebro. Lembro de uma vez sonhar contigo e acordar com raiva por estar sozinha. Minha cama apesar de não tão grande, tinha um lugar te esperando, e tudo parecia tão vazio. Como dormir depois disso? 
E, em adição a isso tudo, toda vez que te beijo eu deixo crescer em mim o gostar. Não crio expectativa de nada, mas não consigo frear essa necessidade de ser tua cada dia mais. Já não sei não estar com você. Ser sua amiga? Ok, sou faz tempo e tento sempre te mostrar que hoje ainda o sou, mas também estou sendo mais que isso. Sou tão sua e estou contigo sempre sempre sempre e isso me faz feliz.
Aaahh, eu amo tudo isso!

sábado, 5 de julho de 2014

Laço ou nó:

Porque construir um amor de verdade é como dar um laço e laço é diferente de nó. Laço precisa de cuidado, precisa de alguém pra aparar as pontas, pra cortar os fiapos, pra firmar o tecido, precisa de companheirismo, de compreensão, de sinceridade. E no final de tudo, é bonito, simples, mas bonito. Diferente do nó, aquele amarrão forte que a gente dá uma vez só que é pra prender de vez e não encher o saco, não exigir preocupação, não soltar, por mais que machuque os dedos e arrebente a linha. Sem dúvida, é infinitamente mais fácil dar um nó. Mas eu prefiro cuidar do meu laço. 

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Ela é a minha paz e agradeço por todos os segundos em que ela, só com o olhar, um sorriso, um carinho,  um abraço salvou minha vida. Obrigado.